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Posicionamento dos Pais de alunos das APAEs frente a Política da Educação Inclusiva do MEC.
31.10.2007Álbum de FotosÁlbum de Fotos     E-mailEnviar     ImprimirImprimir
Os pais de alunos com Deficiência Intelectual, reuniram-se na Escola de Educação Especial Entre Amigos Apae de Marmeleiro- Escola sede do Conselho Regional das Apaes de Francisco Beltrão, para leitura, análise e discussão do documento do Mec que trata da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

O documento preliminar do MEC, prevê que todos os alunos com deficiência passem a freqüentar a Escola de Ensino Comum, o que causou espanto e preocupação aos pais dos alunos que freqüentam as Escolas das Apaes. O documento ainda assegura o fim do trabalho que as Apaes vem desenvolvendo ao longo de mais de 50 anos no Brasil, em favor da pessoa com deficiência. A EDUCAÇÃO é a linha mestra dos trabalhos desenvolvidos pelas APAEs, sendo entendida como conjunto de ações amplas e diversificadas que permitam o desenvolvimento, a expressão e a interação crescente do indivíduo com seu meio social.

Os pais deixaram claro que a escola comum não está preparada para receber os alunos com deficiência mental. Por um lado, pela falta de preparo dos professores; por outro, pela falta de estrutura física adequada para o atendimento deste aluno especial.

Os pais se preocupam com constrangimentos que seus filhos possam passar, já que os colegas de sala, em geral, os colocam à parte. Além disso, não acreditam que o conteúdo das aulas será repassado e assimilado de forma satisfatória pelos seus filhos. Ainda mais que, boa parte deles, já experimentou, antes, a escola comum, sem sucesso.

É o caso do fillho de José, hoje ele está com 18 anos e, há quatro, participa das atividades da Apae. “Na escola comum ele não conseguiu acompanhar as aulas e foi isolado pelos outros alunos. A professora ainda tentou dar atenção, especial para atendê-lo, mas não deu certo. Na Apae, ele se sente em casa”, relata o pai.

Os pais ainda alertam, para a necessidadede que os alunos com deficiência mental precisam de maior acompanhamento; ao banheiro, no lanche, no transporte entre outras situações que necessitam de supervisão e ajuda. “Nós, mães, não temos condições para levar e acompanhar os filhos para outras escolas, na Apae eles têm tudo o que precisam”.

Os pais ressaltaram ainda que a deficiência intelectual depende de um atendimento mais específico diferente de outras áreas de deficiencia como (visual, surdez, alguns paralisados cerebrais, entre outras...) que podem se adequar ao ensino comum, não sendo isso possivel com as pessoas que têm deficiência mental. “ Nossos filhos não se sentiriam bem no meio dos outros alunos, e com certeza se recusariam a ir para escola comum em virtude do vínculo afetivo que eles têm com os professores e colegas e por isso queremos que nossos filhos permaneçam na Escola Especial, que aprendemos a confiar e que muito tem feito por nós e por nossos filhos.

Lides Maria Baldissera.

Responsável pela redação
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